Vacina para a COVID-19: tudo o que precisa de saber

Por: Dr. Gustavo Norte

médico

O que é a vacina para a COVID-19?

As vacinas para a COVID-19 utilizam várias metodologias que utilizam o vírus inativado, proteínas ou material genético do vírus que após inoculação no organismo humano promovem uma resposta imunitária e proteção em caso de infeção SARS-CoV-2.

A vacina é segura?

Sim.

No desenvolvimento e aprovação das vacinas contra a COVID-19, tal como para qualquer outro medicamento, foram garantidas a sua eficácia, segurança e qualidade, através de ensaios clínicos e de uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Os ensaios clínicos das vacinas contra a COVID-19 decorreram de acordo com os procedimentos habituais para ensaios de qualquer vacina. No entanto, face à situação pandémica global, este processo que demoraria cerca de 10 a 15 anos, foi acelerado através de uma partilha de informação entre laboratórios de investigação, disponibilidade de fundos financeiros e sobreposição de fases de investigação, sempre sobre apertada vigilância.

À semelhança do que se passa com qualquer medicamento, os ensaios não podem, contudo, excluir a ocorrência de efeitos adversos muito raros, só detetáveis quando uma vacina é dada a milhões de pessoas.

Quando posso ser vacinado?

Toda a população portuguesa poderá ser vacinada. A vacina é universal, gratuita e facultativa.  Contudo, foram definidos grupos prioritários, por estarem mais vulneráveis à COVID-19.

Segundo o plano de vacinação da Direção Geral de Saúde (DGS), que pode sofrer alterações em função da evolução do conhecimento científico, a estratégia de vacinação será a seguinte:

Quais os benefícios de ser vacinado?

As vacinas COVID-19 produzem proteção contra a doença, como resultado do desenvolvimento de uma resposta imune ao vírus SARS-CoV-2. 

A imunidade através da vacinação significa que há um risco reduzido de desenvolver a doença e as suas consequências. Esta imunidade ajuda a combater o vírus caso seja exposto. 

Ser vacinado também pode proteger as pessoas ao seu redor, pois se estiver protegido contra a doença, é menos provável que infecte outras pessoas. Isso é particularmente importante na proteção de pessoas com maior risco de doença grave causada pela COVID-19, como profissionais de saúde, idosos e pessoas com outras condições médicas. 

A vacina tem efeitos secundários?

A vacina contra a COVID-19 pode ter reações adversas, assim como qualquer medicamento.

Algumas pessoas podem apresentar efeitos ligeiros e de curto prazo.

As reações adversas mais comuns identificadas são:

  • dor no local de injeção;
  • fadiga;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dor nas articulações;
  • febre.

Outros efeitos como vermelhidão no local da injeção e náuseas são menos frequentes. Geralmente, estes efeitos desapareceram ao fim de 24 a 48 horas, embora a sensação de febre não seja incomum por 2-3 dias.

Se os sintomas persistirem por mais de uma semana ou se surgir outra reação que o preocupe, contacte o seu médico assistente ou a Linha SNS24.

É necessário máscara após a toma da vacina?

Sim.

Mesmo após ser vacinada, todas as medidas de proteção devem ser mantidas.

Ainda se desconhece se a vacina impede infeção assintomática. As vacinas conferem proteção contra a doença, mas não necessariamente contra ser portador e transmissor do vírus, em assintomáticos. As medidas de proteção evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos portadores do vírus.

Posso ser infetado pela vacina?

Não. Não pode ser infetado através da vacina, pois as vacinas não contêm vírus que causam a doença. 

No entanto, é possível ter contraído COVID-19 nos dias antes ou imediatamente após a vacinação e surgirem os sinais da doença poucos dias depois da vacinação.

As manifestações mais frequentes de COVID-19 são:

  • tosse;
  • febre;
  • dificuldade respiratória ou falta de ar
  • perda ou alteração do seu paladar/gosto ou olfato/cheiro.

Se tiver alguma destas queixas, fique em casa e contacte a Linha SNS24: 808 24 24 24.

Já tive a doença, posso tomar a vacina?

Sim. A maioria dos especialistas considera ser seguro que quem já teve a doença tome a vacina.  No entanto, enquanto o número de vacinas for muito limitado, as pessoas que tiveram COVID-19 no passado não serão priorizadas.

A grande maioria das pessoas que já tiveram COVID-19 adquiriram proteção contra a doença. 

Atualmente, essa imunidade aparenta durar pelo menos três ou quatro meses, mas só com o tempo se saberá por quanto tempo mais se prolonga.